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	<title>Ligh on Life</title>
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	<description>Doula &#38; Photography</description>
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	<title>Ligh on Life</title>
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		<title>O olhar de uma doula sobre o parto fisiológico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Susana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 23:01:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nascimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Preparar o parto não é acumular informação nem decorar conceitos. É um processo íntimo e profundo de regresso ao corpo. É aprender a escutar os sinais subtis, a reconhecer os próprios ritmos, a criar espaço interno para confiar. Durante a gravidez, o corpo pede tempo, presença e práticas que cultivem segurança — não controlo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p2"><b>A ilusão de controlo no nascimento — o meu olhar de doula sobre o parto fisiológico</b></p>
<p class="p4">Não há nada que me coloque tão profundamente em contacto com aquilo que considero a essência da vida como assistir, apoiar enquanto doula e fotografar ou filmar um nascimento.</p>
<p class="p4">Mesmo passados dez anos, continuo a comover-me com o momento em que o recém-nascido é entregue à mãe &#8211; um encontro que desfaz todas e quaisquer ilusões que tenha diante da evidência mais simples e mais profunda: a vida não nos pertence.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p4"><b> A questão começa por deixarmo-nos de ilusões porque nenhum ser humano cria vida.</b></p>
<p class="p4">A mulher doa um óvulo que recebe um espermatozóide &#8211;<span class="Apple-converted-space">  </span>duas células que já contêm o potencial para desenvolvimento de um ser humano. E é tudo!</p>
<p class="p4">Nem a mulher que engravida , nem o pai, nem o obstetra ou qualquer outra entidade humana decide seja o que for no que diz respeito ao desenvolvimento de todas as estruturas, orgãos e sistemas que compõem um ser humano. A vida acontece — silenciosamente, com uma precisão e inteligência que ultrapassam qualquer compreensão humana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Perto das 39 semanas de gestação, o conto do vigário</strong></p>
<p class="p4">Fico francamente surpreendida que continuemos a cair no conto do vigário de que o nascimento , esse evento que encerra um processo de gravidez e que todos sabemos ser um processo natural e espontâneo resultado de uma concepção, tenha que ser controlado por umas entidades que se apresentam de bata branca (ou verde clara) e que normalmente demonstram pouca vontade de abrir diálogo connosco.</p>
<p class="p4">Salvo raras excepções, os obstetras não respeitam a informação baseada em evidência cientifica e para além de insistirem em não seguir as directrizes da Organização Mundial da Saúde , ainda se sentem no direito de decidir que aquilo que a natureza cria, deve terminar quando assim o entendem.</p>
<p class="p4">Têm, portanto, livre arbítrio para comandar o milagre da vida&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p4"><strong>Não criam vida, não a carregam no ventre, mas decidem quando é tempo de nascer e como</strong>.</p>
<p class="p4">Enquanto doula, tenho acompanhado de perto partos hospitalares e observo que permanece, no sistema hospitalar português, a ideia de que às 39 ou 40 semanas é suposto os bebés nascerem. A partir das 38/39 semanas a parturiente começa a ouvir falar em indução do trabalho de parto por volta das 40 semanas, como se houvesse algo de errado com os bebés que ainda não nasceram, quando sabemos que a gravidez é um processo naturalmente variável e que pode durar entre as 37 e as 42 semanas.</p>
<p class="p4">Apesar de a evidência científica apontar para um risco ligeiramente aumentado de algumas complicações após as 41 semanas de gestação — risco esse que pode ser acompanhado através de monitorização adequada em gravidezes saudáveis —, os obstetras preferem não só ignorar a evidência, como generalizar o medo e pressionar a mulher para induzir o trabalho de parto, usando a palavra <strong data-start="684" data-end="693">risco</strong> de forma vaga, ainda que, até à data, tudo esteja bem com o feto e com a mãe.</p>
<p class="p4">O resultado é a criação de stress desnecessário e profundamente contraproducente para a mulher grávida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>It takes two to tango</strong></p>
<p data-start="371" data-end="786">A História está repleta de exemplos de seres humanos, instituições e estruturas sedentas de poder e de controlo sobre os outros. O que continua a surpreender-me é que, numa era de acesso livre e facilitado à informação — e com tantas doulas a apoiarem mulheres e casais com base em evidência científica — continuemos, colectivamente, a compactuar com interesses que não colocam os direitos das mulheres e dos bebés no centro.</p>
<p data-start="793" data-end="1348">A manutenção deste sistema não acontece apenas por imposição de uma classe médica, mas também pela nossa facilidade em delegar decisões e abdicar de responsabilidade. É uma dança a dois: enquanto aceitarmos sem questionar, enquanto normalizarmos a cedência de direitos em nome de uma falsa sensação de segurança, estaremos a colocar-nos em segundo plano. Assumir que somos apenas vítimas do sistema pode ser confortável, mas é também uma forma subtil de desresponsabilização. A mudança exige consciência, escolha e responsabilidade de ambas as partes.</p>
<p class="p4"><b>A verdade é que o nascimento, na sua essência, sempre foi — e sempre será —</b> <b>um processo fisiológico</b></p>
<p class="p4">A abordagem ao nascimento pode ter mudado ao longo da história da humanidade mas o nascimento em si sempre foi — e sempre será — um processo fisiológico</p>
<p class="p4"><strong>Talvez não seja ainda suficientemente claro o que significa a palavra fisiológico, mas refere-se ao funcionamento orgânico normal e saudável.</strong></p>
<p class="p4">Quando quisermos enquanto cidadãos olhar para esta evidência com sentido de responsabilidade e seriedade, talvez possamos entender o impacto que algumas escolhas têm na saúde não só de quem dá à luz e de quem nasce, mas também na economia e na política de uma dada sociedade.</p>
<p class="p4">Até lá viveremos na ilusão do controlo e da segurança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Preparar o parto não é acumular informação nem decorar conceitos</strong></p>
<p class="p4">A preparação para o parto necessita de investimento em práticas de conexão com o corpo e com os ciclos e ritmos da natureza para que um evento de tal intensidade possa ser vivido de dentro para fora e de um lugar de real confiança e consciência<strong>. </strong>Enquanto continuarmos a depositar a confiança de algo que faz parte do ciclo de vida, na tecnologia e na prática de uma assistência não baseada em evidência estaremos apenas a multiplicar a desconexão, o trauma e o controlo sobre o corpo da mulher</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_6889" aria-describedby="caption-attachment-6889" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-6889" src="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2026/01/soundofphotography.com-I-2020-09-02-HYV-hires-41-of-171-1-scaled-1-1024x684.jpg" alt="photo by @Marcin Lewandowski" width="800" height="534" srcset="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2026/01/soundofphotography.com-I-2020-09-02-HYV-hires-41-of-171-1-scaled-1-1024x684.jpg 1024w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2026/01/soundofphotography.com-I-2020-09-02-HYV-hires-41-of-171-1-scaled-1-300x200.jpg 300w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2026/01/soundofphotography.com-I-2020-09-02-HYV-hires-41-of-171-1-scaled-1-768x513.jpg 768w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2026/01/soundofphotography.com-I-2020-09-02-HYV-hires-41-of-171-1-scaled-1-1536x1025.jpg 1536w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2026/01/soundofphotography.com-I-2020-09-02-HYV-hires-41-of-171-1-scaled-1-2048x1367.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-6889" class="wp-caption-text">photo by @Marcin Lewandowski</figcaption></figure>
<p class="p4"><strong>Por isso não prescindo de manter no acompanhamento durante a gravidez práticas corporais conscientes — como o yoga, a respiração consciente e controlada, o movimento e a massagem. </strong></p>
<p class="p4">Podem parecer um lugar comum, mas<span class="Apple-converted-space">  </span>são essenciais durante a gravidez porque regulam o sistema nervoso e preparam o corpo e a mente para os desafios do trabalho de parto.</p>
<p>São práticas que, quando integradas numa rotina diária, permitem que o sistema nervoso encontre repouso e que a mulher assim construa, dia após dia, uma relação de confiança com o seu corpo. É dessa confiança, enraizada e vivida, que nasce a capacidade de atravessar o trabalho de parto de dentro para fora, com entrega, consciência e empoderamento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p4"><b>E por que o sistema nervoso é tão importante durante o parto?</b></p>
<p class="p4">Porque o sistema nervoso é o grande mediador entre o corpo e a mente. É ele que percebe o ambiente, interpreta o que é seguro ou ameaçador e ajusta o corpo em função disso.</p>
<p class="p4">O parto é, por natureza, um processo fisiológico de natureza intensa que facilmente coloca o sistema nervoso em modo alerta, o que pode bloquear as hormonas que o regem e que só fluem em ambientes de confiança, privacidade e calma.</p>
<p class="p4">Ter acesso à informação clara e baseada em evidência durante a gravidez que comprova que o corpo sabe mais do que a mente compreende, não é suficiente para se enfrentar as pressões de um sistema de assistência à gravidez e parto desactualizado e interventido, nem tampouco aos desafios a que o corpo e a mente serão expostos durante o trabalho de parto.</p>
<p class="p4">Daí ser primordial durante a gravidez investir em técnicas e práticas de relaxamento, de entrega, de presença no corpo, construindo uma sensação de confiança em si e nesse saber que é intrínseco do corpo em reagir de forma adequada aos desafios de dar à luz.</p>
<p class="p4">O corpo precisa de praticar técnicas que activem o sistema nervoso parasimpático para poder ter tempo de integrar mecanismos de regulação durante o trabalho de parto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p2"><b>Fica o convite de abdicar da ilusão de controlo recuperando a responsabilidade. </b></p>
<p class="p2">Responsabilidade pelas escolhas que fazemos, pela informação que procuramos (ou evitamos), pelos sistemas que legitimamos e pelos corpos que habitamos.</p>
<p class="p2">Enquanto doula, tenho acompanhado de perto como a confiança no corpo se constrói dia após dia.</p>
<p class="p2">Confiar no corpo não é um acto ingénuo nem romântico — é um acto político, consciente e profundamente informado.</p>
<p class="p2">É reconhecer que a vida tem uma inteligência própria e que o nosso papel não é dominá-la, mas criar as condições para que ela se manifeste com o mínimo de interferência e o máximo de respeito.</p>
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		<title>Para Nascer é preciso Tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Susana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2024 18:25:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
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					<description><![CDATA[O nascimento é o mote! É na minha forma de ver o mundo o mais bonito e poderoso momento na vida da mulher que se propõe e que consegue reunir as condições (internas e externas) de vivê-lo de forma integral. Toda a criação tem uma semente e para mudar a forma como se nasce, é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><strong>O nascimento é o mote!</strong></p>
<p class="p1">É na minha forma de ver o mundo o mais bonito e poderoso momento na vida da mulher que se propõe e que consegue reunir as condições (internas e externas) de vivê-lo de forma integral.</p>
<p class="p1">Toda a criação tem uma semente e para mudar a forma como se nasce, é preciso mudar a forma como nos relacionamos com a vida, com a natureza, com o universo e connosco próprios.</p>
<p class="p1">E para isso é preciso TEMPO!</p>
<p class="p1"><strong>Tempo</strong> para olhar e observar a natureza fora e dentro diariamente.</p>
<p class="p1"><strong>Tempo</strong> para bebermos do contacto com pessoas,  sejam mulheres ou homens que trazem essa sabedoria á flor da pele e que nos ajudam a conectar com a essência, permitindo-nos redimensionar-nos neste espaço-tempo de criação;</p>
<p class="p1"><strong>Tempo</strong> para quando a curiosidade sobre o que está para lá do palpável e do visível desperta em nós o suficiente para querer respostas para questões tão simples mas tão basilares que estão ligadas a tudo o que está para além da nossa apreciação mais vulgar e material…</p>
<p class="p1">É quando nasce a vontade<span class="Apple-converted-space">  </span>e a coragem de percorrer um caminho de intimidade connosco que vamos olhar para o nascimento como uma oportunidade de dignificar o milagre da vida, mas também e necessariamente ganharemos um novo olhar e sentir sobre a CONCEPÇÃO, A GRAVIDEZ e o PÓS-PARTO.</p>
<figure id="attachment_6258" aria-describedby="caption-attachment-6258" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-6258" src="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/05/DSCF0220-Editar.jpg" alt="Empowered birth story" width="365" height="548" srcset="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/05/DSCF0220-Editar.jpg 667w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/05/DSCF0220-Editar-200x300.jpg 200w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-6258" class="wp-caption-text">@lightonlife, by Susana Pereira</figcaption></figure>
<figure id="attachment_6260" aria-describedby="caption-attachment-6260" style="width: 366px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-6260" src="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/05/DSCF0227.jpg" alt="" width="366" height="549" srcset="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/05/DSCF0227.jpg 667w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/05/DSCF0227-200x300.jpg 200w" sizes="(max-width: 366px) 100vw, 366px" /><figcaption id="caption-attachment-6260" class="wp-caption-text">@lightonlife, by Susana Pereira</figcaption></figure>
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<p class="p1" style="text-align: left;"><span style="font-size: 12pt;"><strong>Uma gestação de 9 meses nem sempre é tempo suficiente para a mulher lidar com tudo o que envolve essa criação e que está naturalmente no seu ADN e que portanto vibra em cada célula, especialmente quando os significados atribuídos a esse período estão carregados de histórias que alimentam o medo.</strong></span></p>
<p class="p1" style="text-align: left;"><span style="font-size: 12pt;"><strong>E Medo de quê? </strong></span></p>
<p class="p1">Medo de não ser capaz&#8230;medo de que algo não corra bem&#8230; medo de não ser respeitada… são tantos e tão pessoais que necessitam mesmo de ser olhados para poderem serem desconstruidos e resignificados.</p>
<p class="p1">Enquanto adultos temos o grande desafio de nos irmos esvaziando de expectativas, ideias, preconceitos e ansiedades recebidas e adquiridas ao longo da nossa vida, para podermos abrir espaço ao mais intuitivo e reaprender e aceitar um saber que é intrínseco, mantendo presente que a evolução do conhecimento é constante.</p>
<p><strong>Parecem-me existir duas posturas que podem ajudar ou bloquear este caminho</strong><span class="Apple-converted-space">  </span>:</p>
<ol class="ol1">
<li class="li1">A  capacidade de questionar o que está instituído para que possamos reflectir se pretendemos continuar a seguir o caminho que já conhecemos, ou, e sempre que determinado caminho deixa de fazer sentido, se temos a coragem de viver no desconhecido por algum tempo até que o novo se desvende e instale.</li>
</ol>
<ol class="ol1">
<li class="li1">A tendência que todos temos para nos desconectarmos de uma sabedoria intemporal e que existe em cada ser com vida no universo &#8211;<span class="Apple-converted-space">  </span>essa mesma que dá animo e “vida” à “vida”.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: 18pt;">É o investimento que fazemos no nosso auto-conhecimento que dará o fruto mais desejado e que se refere ao empoderamento para o parto &#8211; o resgate da confiança na sabedoria do próprio corpo da mulher e que naturalmente se estende ao ser que carregam no ventre.</span></p>
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<figure id="attachment_6262" aria-describedby="caption-attachment-6262" style="width: 1053px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-6262" src="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/05/DSCF0211-Editar.jpg" alt="Empowered home birth" width="1053" height="703" srcset="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/05/DSCF0211-Editar.jpg 1000w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/05/DSCF0211-Editar-300x200.jpg 300w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/05/DSCF0211-Editar-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1053px) 100vw, 1053px" /><figcaption id="caption-attachment-6262" class="wp-caption-text">@lightonlife, by Susana Pereira</figcaption></figure>
<p class="p1"><strong>Por isso , sim “Para mudar o mundo é preciso mudar a forma como vemos a forma como nascemos”!</strong></p>
<p class="p1">Tenho tido a sorte de me contagiar por esse empoderamento nos nascimentos que acompanhei como doula e aos que assisti e documentei através de fotografia e de vídeo. E de cada vez que regresso a casa e que passo horas num “namoro” com esses ficheiros que são prova de como a vida é perfeita na sua imperfeição, vou alimentando e inspiro o desejo e a sede de ver mais e mais mulheres a fazerem esse caminho que é necessariamente o de ter acesso a informação clara, atual e objectiva sobre o nascimento e tudo o que o envolve desde a concepção.</p>
<p class="p1">Que possam ter as condições reunidas para poderem viver a maternidade e o nascimento sentindo-se apoiadas pelas equipas, os companheiros e a comunidade.</p>
<p class="p1">É esse o principio e a base para que possam então fazer as suas escolhas conscientes e viver este período da vida de forma saudável e integra / Inteira !</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A maternidade e o pós-parto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Susana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2024 02:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[O nascimento termina um ciclo e abre um novo. Quando um bebé nasce, nasce também uma mãe que precisa de tantos cuidados e apoio como o seu bebé recém-nascido. Na sociedade Portuguesa parece que estamos a começar a aperceber-nos lentamente da importância dos primeiros 40 dias após o nascimento de um bebé. Estes primeiros quarenta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span style="font-size: 14pt;"><strong>O nascimento termina um ciclo e abre um novo.</strong></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 18pt;">Quando um bebé nasce, nasce também uma mãe que precisa de tantos cuidados e apoio como o seu bebé recém-nascido.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 18pt;">Na sociedade Portuguesa parece que estamos a começar a aperceber-nos lentamente da importância dos primeiros 40 dias após o nascimento de um bebé.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 14pt;">Estes primeiros quarenta dias, ou 6 semanas de pós-parto são um período em que as mães não se devem preocupar com nada, para que possam estar livres e disponíveis para conhecer o seu bebé e poder responder às suas necessidades, ao mesmo tempo que recuperam da magnitude das transformações por que passaram, ou vão passar.</span></p>
<p class="p1">Este novo papel de conhecer um novo ser humano e de compreender como satisfazer as suas necessidades pode ser, por vezes, avassalador e frustrante, mas também extremamente bonito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p1"><span style="font-size: 14pt;"><strong>Se confiar nos teus instintos é algo estranho para ti, então este é um bom tema para investires durante a gravidez, pois ser-te-á útil.</strong></span></p>
<p class="p1">Estamos tão habituados a procurar respostas fora de nós, na internet, entre amigos ou familiares, que nos esquecemos que cada ser humano é único e que os recém-nascidos e a sua adaptação à vida extra-uterina também o são. Por isso, o que funcionou com o recém-nascido de alguém que conheces, pode não funcionar contigo e com o teu bebé.</p>
<p class="p1">Os padrões e comportamentos dos recém-nascidos podem mudar quase todos os dias e várias vezes por dia nestes primeiros meses, enquanto se adaptam a um mundo completamente novo, e isso por si só pode ser exaustivo para as recentes mães.</p>
<p class="p1"><b>O pós-parto é um período de recuperação, integração e (re)equilíbrio ao entrar numa nova fase da vida</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p1"><b>A NOSSA ORQUESTRA</b></p>
<p class="p3">As respostas do Sistema Nervoso, do Sistema Imunitário e do Sistema Hormonal nunca devem ser dissociadas. Eles formam um todo e funcionam todos em uníssono como uma orquestra.</p>
<p class="p1"><strong>Onde há uma emoção, há uma resposta no cérebro, assim como no seu sistema hormonal e no sistema imunitário.</strong></p>
<p class="p1">Isto é válido e é da maior relevância para a adaptação do recém-nascido ao nosso mundo, assim como para as novas mães ou qualquer outra pessoa que esteja em processo de recuperação.</p>
<figure id="attachment_5492" aria-describedby="caption-attachment-5492" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5492 size-large" src="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/02/DSCF7390-1-1024x683.jpg" alt="Bonding with your newborn" width="800" height="534" srcset="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/02/DSCF7390-1-1024x683.jpg 1024w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/02/DSCF7390-1-300x200.jpg 300w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/02/DSCF7390-1-768x512.jpg 768w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/02/DSCF7390-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-5492" class="wp-caption-text">@lightonlife.pt</figcaption></figure>
<p class="p1"><span style="font-size: 14pt;"><b>Do teu lado, que és mãe</b></span></p>
<p class="p1">É importante teres em mente que o teu corpo acabou de enfrentar o desafio de criar um bebé e de o dar à luz. Gastou uma enorme quantidade de energia durante a gravidez, para não falar do parto em que, para além da intensidade do acontecimento, provavelmente perdeste sangue e ainda podes ter sofrido feridas ou lacerações.</p>
<p class="p1">Tudo junto faz com que seja um grande desafio!</p>
<p class="p1">É tão importante que todos os que te são mais próximos e íntimos te apoiem com coisas simples que podem ter uma influência positiva no teu bem-estar geral, como seja cuidar da casa, entregar refeições, fazer uma massagem, ir ás compras, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p1"><span style="font-size: 14pt;"><b>Na perspectiva do recém-nascido</b></span></p>
<p class="p1">É tanta coisa a acontecer em simultâneo. Quando nascemos entramos num mundo completamente novo!</p>
<p class="p1">Imagina que te foste deitar uma noite e depois de muito abanão e<span class="Apple-converted-space">  </span>apertão, és expulsa/0 da tua cama e acordas na lua &#8211; a luz, a temperatura, os sons, a sensação na pele, todos os cheiros, a comida, a respiração…é tudo novo!</p>
<p class="p1">É através do contacto físico com a mãe e com o pai que os recém-nascidos conseguem recuperar as referências que tinham da vivência no útero.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_5495" aria-describedby="caption-attachment-5495" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-5495" src="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/02/father_newborn-baby_lightonlife.pt_-1-1024x683.jpg" alt="Father and newborn baby " width="800" height="534" srcset="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/02/father_newborn-baby_lightonlife.pt_-1-1024x683.jpg 1024w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/02/father_newborn-baby_lightonlife.pt_-1-300x200.jpg 300w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/02/father_newborn-baby_lightonlife.pt_-1-768x512.jpg 768w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2024/02/father_newborn-baby_lightonlife.pt_-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-5495" class="wp-caption-text">@lightonlife.pt</figcaption></figure>
<p class="p1"><strong>O HABITAT natural dos bebés é o contacto com a mãe (e com o pai) porque é através dos 5 SENTIDOS (tato, olfato, visão, audição e paladar) que os bebés REGULAM todo o seu sistema fisiológico.</strong></p>
<p class="p1">Não te esqueças que mãe e bebé são uma díade!</p>
<p class="p1">Ser uma Díade significa que são dois corpos/ 1 sistema, ou seja tudo o que melhora o seu estado geral de bem-estar terá um impacto positivo no teu bebé, que acaba por voltar para ti &#8211; uma verdadeira pescadinha de rabo na boca.</p>
<p class="p1">Em algumas culturas orientais e na Ayurveda há um grande investimento para ajudar e apoiar as novas mãe a manterem-se equilibradas nas primeiras 6 semanas após o parto. Há séculos que estas culturas compreenderam que precisam de dar tempo ao corpo para sarar e à mente para se adaptar ao &#8220;NOVO&#8221; que é ser a versão terrestre do útero, 24 horas por dia, 7 dias por semana.</p>
<p class="p1">O que para estas culturas orientais é um ritual porque faz parte da sua cultura, para as ocidentais é um luxo ou um sinal de fraqueza.</p>
<p class="p1"><b>Mas tenho de ser só eu a cuidar do meu bebé?</b></p>
<p class="p1">Não, claro que o pai também está incluído, mas ser uma díade significa que mãe e bebé se co-regulam mutuamente e tu vais querer estar com o teu bebé a maior parte do tempo para a regulação do teu sistema nervoso também, para além de que a amamentação também ajuda a que assim seja.</p>
<p>( Doula, Massagem gravidez e pós-parto; Fotografia e Video de parto e Maternidade)</p>
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		<title>Parto normal ou parto natural</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Susana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 20:57:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[amoraoparto]]></category>
		<category><![CDATA[bebés]]></category>
		<category><![CDATA[cocktailhormonal]]></category>
		<category><![CDATA[colodamae]]></category>
		<category><![CDATA[daraluz]]></category>
		<category><![CDATA[gestação]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[hormonasnoparto]]></category>
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		<category><![CDATA[partotranquilo]]></category>
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					<description><![CDATA[Sabe quais são as condições base para que as hormonas que facilitam o trabalho de parto possam ser libertadas durante o parto?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">As palavras podem ter tanta força quanto os conceitos que à volta delas são criados!</span></strong></p>



<p><span style="font-size: 18pt;">Adjectivar o parto como “normal” cria a ideia de que há partos que não são normais. </span></p>
<p><span style="font-size: 18pt;">Existem, claramente, diferentes formas de se dar à luz e temos partos sujeitos a uma série de intervenções médicas, que a grande maioria das vezes são puramente rotineiras, que lhe retiram, sim, a “naturalidade” e que têm consequências francamente desvantajosas para a mulher e o recém-nascido.</span></p>



<p>De facto o parto deixou de ser visto como um processo natural na vida das mulheres e tornou-se mesmo um procedimento médico de alta complexidade, como se as mulheres não fossem capazes de dar à luz sem a ajuda da moderna tecnologia.</p>
<p>Sou 100% a favor dela quando é necessária e diria 100% contra quando é aplicada por mera rotina e respeito por protocolos desprovidos de evidência científica.</p>
<p>&nbsp;</p>



<p><strong>Como em tudo na vida, também no que diz respeito ao nascimento, qualquer ideia pré-concebida ou atitude fechada, não me faz sentido algum.</strong></p>



<p>Acredito, respeito e defendo que deve ser respeitado que, para algumas mulheres, alguns procedimentos técnicos como a utilização de analgesia seja imprescindível, pois como em qualquer outra situação, também a tolerância à dor é individual; sendo no entanto de ressalvar que as condições ambientais que a mulher em trabalho de parto se encontra, podem beneficiar ou não a libertação do cocktail hormonal que é facilitador do trabalho de parto, libertando ou não as tais endorfinas que funcionam como um analgésico natural. </p>



<p><strong>Considero que existe uma construção social que é sobrevalorizada em detrimento da realidade biológica</strong>.</p>



<p><span style="font-size: 12pt;">É imprescindível que a mulher grávida possa reunir as condições necessárias ao desenvolvimento de um parto harmonioso e que passa por um lado por acreditar e saber que está apta a fazê-lo, e por outro lado, que tenha presente pessoas que acreditam no seu poder pessoal, que sejam da sua confiança e lhe transmitam a segurança, e tranquilidade nos momentos mais desafiantes.</span></p>
<p>Estas são as condições base para que as hormonas que facilitam o trabalho de parto possam ser libertadas – não é por mero acaso que os animais escolhem lugares seguros e sossegados para terem as suas crias!</p>
<p>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" class="wp-image-4177" src="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/DSCF3244-1024x683.jpg" alt="" srcset="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/DSCF3244-1024x683.jpg 1024w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/DSCF3244-300x200.jpg 300w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/DSCF3244-768x512.jpg 768w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/DSCF3244.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 18pt;">Existem determinadas reacções orgânicas favoráveis ao desenvolvimento de um trabalho de parto, que quando permitimos que ocorram, diminuem a dor de parto e que necessitam de determinadas condições ambientais como afecto, suporte físico e emocional, atenção continuada da parte de alguém da confiança da parturiente, luz baixa, temperatura amena e o uso restrito da palavra&#8230; </span></p>



<p>Também será importante referir que um parto induzido é muito mais doloroso que um parto &#8220;espontâneo&#8221;.</p>
<p>O espontâneo tem as hormonas naturais a trabalhar a favor da grávida e do seu bebé, porque funcionam como um analgésico, para além de ter os benefícios de um processo tipicamente progressivo em vez de repentino.</p>
<p>&nbsp;</p>



<p><strong>AS MULHERES SEMPRE SOUBERAM COMO DAR À LUZ E OS BEBÉS SEMPRE SOUBERAM COMO NASCER!</strong></p>



<p><span style="font-size: 14pt;">Um parto natural e humanizado respeita as necessidades básicas, a integridade, e acima de tudo as escolhas da mulher (!) &#8211; consequentemente não está sujeito a intervenções desnecessárias, é tendencialmente fisiológico (na sua essência) porque inicia quando o bebé está pronto para nascer; as contracções ocorrem ao ritmo de cada díade mulher/bebé e a mulher instintivamente movimenta-se e encontra as posições mais adequadas para si, que naturalmente facilitam o processo e que são posições tendencialmente verticais (de cócoras, de pé ou num banco ou cadeira desenhados para o efeito), de quatro ou na água  &#8211; bendita água!</span></p>



<p>Quando o bebé nasce vai direitinho para o colo da mãe porque o contacto pele com pele é essencial para o bem estar de ambos; o corte do cordão umbilical só é realizado depois de este parar de pulsar (e este tempo é precioso para a sua imunidade futura) e em pouco tempo o bebé vai começar a mamar!&#8230;Nice &amp; Easy!</p>



<p><strong>Diria que a arte de bem parir é não complicar o que a natureza faz com tanta sabedoria e manter-se informado para fazer as suas escolhas conscientes e não as da vizinha, da prima, do obstetra X ou Y e/ou que sejam baseadas em medos ou preconceitos.</strong></p>



<p>&#8220;Que as escolhas das mulheres reflitam a sua consciência e empoderamento, e não o medo ou qualquer forma de pressão, culpabilização ou desinformação&#8221; (<a href="http://www.associacaogravidezeparto.pt/" target="_blank" rel="noopener">APDMGP</a>)</p>



<p>Se este é um tema do seu interesse, encontro-me disponível para caminhar ao seu lado numa das mais belas viagens da sua vida!</p>



<p>Até Breve!</p>
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		<title>Saí um parto saudável para a menina do canto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Susana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 20:43:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[agestante]]></category>
		<category><![CDATA[agravida]]></category>
		<category><![CDATA[asaudeeasemocoes]]></category>
		<category><![CDATA[oms]]></category>
		<category><![CDATA[Organizacaomundialdesaude]]></category>
		<category><![CDATA[saúdegestacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Sobre a dança entre parturiente, doula e equipa técnica durante a gravidez e o parto
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">Se existe um ponto de acordo entre todos os envolvidos em qualquer processo de nascimento (equipas médicas, parturiente e sua família), como sendo prioritário assegurar, é a questão do parto ter um desfecho SAUDÁVEL tanto para a mãe como para o bebé.</span></strong></p>



<p><strong><span style="font-size: 14pt;">Até aqui estamos todos de acordo!</span></strong></p>



<p>Será então relevante esclarecer o que cada um de nós entende por “saudável”, com o intuito de compreender se todos os envolvidos no processo partilham do mesmo conceito e se estão a investir e dirigir o seu tempo e energia  para o mesmo propósito ou se seguem na mesma auto-estrada, mas em sentidos diferentes.</p>



<p><strong>Há uma tendência para considerar que saúde é oposto de doença, e daí que muitos de nós concluamos que uma pessoa que não tem manifestação física de doença, se encontra saudável. </strong></p>



<p><span style="font-size: 14pt;">Desde 1947 que a OMS (Organização Mundial de Saúde) reconhece que o ser humano funciona enquanto um TODO e que todas as áreas da nossa vida (mental, física, social, emocional) são interdependentes! </span></p>



<p>Saúde é um estado de bem-estar fisico, psicológico, emocional e social e o fenómeno da interdependência significa, exactamente como a palavra indica, que todas as áreas da nossa vida se influenciam entre si  &#8211; positivamente ajudando a criar equilíbrio, e de forma menos positiva ou até mesmo nefasta criando manifestações de desequilíbrio que podem ser temporários ou acabar por se tornarem crónicos quando insistimos em ignorar ou mascarar os sinais.</p>



<p><strong>Se o conceito de saúde para além de superar a ausência de doença também tem o fenómeno de interdependência entre as diferentes áreas de vida do ser humano como uma das suas características, significa que deveremos cuidar de todas as esferas da nossa vida de igual forma, pois o desequilíbrio em qualquer uma delas poderá afetar o equilíbrio das outras. </strong></p>



<p>Assim, e sabendo que as nossas emoções e a forma como as gerimos, influenciam o nosso estado de equilíbrio fisico e psicológico, é claro que a mulher que estiver emocionalmente equilibrada e bem nutrida durante a gravidez estará a assegurar o seu bem-estar bem como o do seu bebé durante a gestação.</p>
<p><span style="font-size: 14pt;">E o mesmo se passará em relação ao dia do nascimento!</span></p>
<p>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" class="wp-image-4166" src="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/WATER-BIRTH-1024x683.jpg" alt="" srcset="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/WATER-BIRTH-1024x683.jpg 1024w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/WATER-BIRTH-300x200.jpg 300w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/WATER-BIRTH-768x512.jpg 768w, https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/WATER-BIRTH.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>&nbsp;</p>



<p><strong>Entendemos, então porque se fala tanto nas doulas e na importância do seu apoio ao longo da gravidez e do parto. </strong></p>
<p>Sempre que oferecemos condições ás gestantes ou aos casais para viverem a sua gravidez de forma tranquila, informada e que lhes seja dada a oportunidade de irem reconectando com o seu poder pessoal, estamos a criar as condições para que tenham um parto dito natural e sem intervenções. Por isso , sim (!) Segurança e informação é poder!</p>



<p>Se quem estiver a acompanhar a mulher entender o quão estruturante o suporte emocional é essencial, para o desenrolar considerado “óptimo” do trabalho de parto, vai perceber que sentindo-se apoiada e segura essa mulher, entrega-se ao processo e não o restringe ou bloqueia. </p>



<p><strong>E é assim numa dança que parturiente e equipa vão descobrindo e identificando as suas necessidades presentes que lhe facilitam o percurso.</strong></p>
<p>E se alguém da equipa oferecer um toque suave á parturiente e ela disser “APERTA” é porque é para apertar, e quando ela diz “SOLTA” é para soltar!</p>



<p>O papel de qualquer profissional que esteja na assistência ao parto ( de uma gravidez normal e considerada de baixo risco) é antes de mais observar e com base no seu conhecimento técnico e da fisiologia do parto agir/ intervir apenas com consentimento e em caso de necessidade.</p>
<p>Cada corpo, cada parto e cada bebé são diferentes e é preciso saber confiar num conhecimento que nos extrapola a todos, porque é intrínseco.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>A respiração, a massagem thai e o yoga</title>
		<link>https://lightonlife.pt/pt-pt/a-respiracao-a-massagem-thai-e-o-yoga/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Susana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 20:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[higienemental]]></category>
		<category><![CDATA[ligaçao]]></category>
		<category><![CDATA[mãe-bebé]]></category>
		<category><![CDATA[massagemgravidez]]></category>
		<category><![CDATA[massagemthai]]></category>
		<category><![CDATA[relaxamento]]></category>
		<category><![CDATA[tecnicasdeconexão]]></category>
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					<description><![CDATA[Como a massagem, o yoga, a meditação, uma alimentação nutritiva e yoganidra, promovem uma óptima saúde ao corpo e permitem a ligação íntima da mulher consigo mesma na gravidez e no pós-parto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Sei que é muito desafiante, e especialmente para quem já é mãe, conseguir ter tempo para estar atento a si próprio e ouvir o que vai dentro. E ás vezes não é só porque temos centenas de requisições durante o dia, mas também porque nos acostumámos a viver numa alucinação e é difícil conseguir sair da roda viva porque o nosso organismo e a nossa mente se adaptaram de tal forma á turbulência que, parar, e dedicarmos tempo a nós próprios parece um pouco egoísta ou de gente sem nada para fazer da vida.</strong></p>



<p>O meu maior desafio nos primeiros anos de pratica de Yoga, não era entrar ou permanecer nas posturas por mais exigentes que fossem na altura para a minha condição. Era, e por vezes ainda é, PARAR e ficar 15/ 20 minutos sossegada para relaxar ou meditar. Ainda hoje vejo como consigo arranjar justificações para “fugir” a esses minutos quando tenho a cabeça a mil á hora.</p>



<p>Com as gestantes que acompanho em período de gravidez ou pós-parto utilizo algumas técnicas de relaxamento, como o Yoganidra, a massagem Thai Yoga e a música como ferramentas para acalmar o turbilhão e proporcionar um momento de profundo relaxamento. Quando a mente relaxa, e o corpo entra num profundo estado de relaxamento, o organismo ganha as condições necessárias para reencontrar o seu equilíbrio. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Todas as técnicas são uma oportunidade e um caminho para atingir um fim. O único que faz sentido &#8211; o do seu encontro! </strong></p>



<p>A massagem Thai facilita o processo e de descontração profundo e abre espaço  para entrar em contacto com o que é mais genuíno em si.É quando se permite olhar para dentro que, gradualmente, consegue, não só ir percebendo melhor o seu mundo interior (que muda todos os dias), como colocar as questões que a preocupam em perspectiva e estreitar os laços entre si e o seu bebé, esteja em fase de gravidez ou em pós-parto.</p>



<p>Ter tempo para olhar para a sua vida do lugar de um mero observador exterior, dá-lhe o distanciamento para poder ir realinhando prioridades e fazer os ajustamentos que sentir necessários e possíveis. Parece básico e simples de colocar em prática, mas a maioria de nós não o faz, ainda que seja essencial ao nosso bem- estar.</p>



<p>Eu habituei-me a fazê-lo de manhã porque sempre acordei mais cedo que toda a gente e adoro o silêncio da madrugada, mas fazê-lo á noite quando as crianças já estão na cama, é uma alternativa que pode funcionar melhor para quem ainda tem crianças pequenas.</p>



<p>Partilhei muito recentemente um Áudio de Relaxamento Gratuito que mais não teve que esse mesmo objectivo de ajudar a parar e relaxar para no final poder ficar mais disponível para se ouvir.</p>



<p><strong>Se sentir que precisa de um tempo e espaço para reequilibrar, não hesite, e venha experimentar uma sessão de Thai Yoga e Yoganidra. </strong></p>
<p>As mulheres grávidas e em pós-parto estão de forma geral mais sintonizadas com o seu corpo e sabem que a higiene mental é tão importante quanto a oral.</p>



<p>Uma óptima Semana! </p>



<p>Até Breve!</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>O potencial da gravidez e do parto</title>
		<link>https://lightonlife.pt/pt-pt/o-potencial-da-gravidez-e-do-parto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Susana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 17:56:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[#parto]]></category>
		<category><![CDATA[empoderamentofeminino]]></category>
		<category><![CDATA[gestação]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[nascer]]></category>
		<category><![CDATA[nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[partonatural]]></category>
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					<description><![CDATA[Sabe qual é a melhor ferramenta que tem ao seu dispor ao longo da gravidez e que é essencial manter consigo ao longo do trabalho de parto?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-white-background-color has-background"><strong>Resiliência é uma das características intrínsecas ao ser humano, e na verdade a tudo o que existe.</strong><br /><br />A capacidade de aprender a lidar e a fazer face aos desafios que a vida oferece requer que nos proponhamos de facto a querer olhar aquilo que consideramos mais frágil em nós.</p>
<p class="has-white-background-color has-background">São ilimitados os exemplos de que dispomos em como em cada ser vivo existe a habilidade para ultrapassar aquilo que inicialmente interpretamos como obstáculos, e EVOLUIR! <br /><br />Neste misto entre o potencial e a fragilidade a que todo o ser humano está votado, persiste a tendência para considerar e adjectivar a mulher grávida e o bebé maioritariamente como frágeis e ignorar o  potencial que a vida em si encerra.</p>
<p class="has-white-background-color has-background"><strong>Pergunto-me se se tratando do Trabalho de Parto não poderemos considerar que esse potencial duplica, uma vez que mãe e bebé se encontram envolvidos em simultâneo no mesmo processo – o de nascer ! </strong></p>
<p>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-medium is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-4143" src="https://lightonlife.pt/wp-content/uploads/2023/06/O-POTENCIAL_-PAVEL-DANILYUK-3-300x200.jpeg" alt="" width="841" height="561" /></figure>



<p class="has-white-background-color has-background">Créditos fotográficos | Pavel Danilyuk <br /><br /><strong>Uma forma de repensarmos esta fragilidade e constatarmos a força e inteligência intrínseca do bebé, é propormo-nos observar a sua evolução durante a vida intra-uterina:</strong></p>



<p class="has-white-background-color has-background"><span style="font-size: 14pt;">A título de exemplo, na 5ª semana após a concepção, todos os componentes básicos ficam definidos, incluindo um cérebro primitivo, uma coluna vertebral e o sistema sensorial que lhe permite ouvir, tocar, ver, degustar e cheirar.</span></p>



<p class="has-white-background-color has-background">Coisas simples, portanto!</p>



<p class="has-white-background-color has-background">Sabia que o batimento cardíaco é detectado em cerca de 6 semanas de gravidez!</p>



<p class="has-white-background-color has-background"><strong>Pergunto, agora, o que é que cada um de nós fez, de facto, para que qualquer vida se implante e desenvolva in útero para além de se disponibilizar para ter uma relação sexual?</strong></p>



<p class="has-white-background-color has-background">AINDA tem dúvidas sobre a existência de uma sabedoria que não lhe pertence, que existe e que assim como cria vida, também a sabe “dar á luz”?</p>



<p class="has-white-background-color has-background"><strong>DAR À LUZ = TORNAR VISÍVEL</strong></p>



<p class="has-white-background-color has-background"><strong>Será que toda a realidade que existe, é apenas aquela que podemos observar e portanto nos é visível, ou como Saint- Exupery já dizia, o essencial é invisível aos olhos (!?). </strong></p>
<p class="has-white-background-color has-background">É que antes de os seus olhos poderem bater nos do seu filho e das suas mãos o/a poderem aconchegar no seu colo, e  de se poder deliciar com o odor subtilmente doce dessa vida… ela já existe há meses a fio! Antes mesmo de dar conta que ela existe porque o sente dentro de si, o seu organismo já se reorganizou em milhares de funções para a receber.</p>



<p class="has-white-background-color has-background"><strong>A grande questão que o trabalho de parto encerra baseia-se apenas no facto de nos esquecermos que no universo, e portanto também em cada um de nós, existe uma sabedoria intrínseca e que é indubitável no simples facto de estarmos vivos, e portanto é independente de conectarmos com ela e a termos consciente ou não.</strong></p>



<p class="has-white-background-color has-background">Talvez a melhor oferta que possamos fazer a nós próprios, estejamos grávidos ou não, seja entrar em contacto com essa sabedoria o mais cedo possível, pois será ela a melhor ferramenta ao nosso dispor pela vida fora, e sem dúvida a nosso favor num dos eventos mais importantes das nossas vidas &#8211;  o do NASCIMENTO!</p>
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